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HISTÓRIA |
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Em
1968, depois de muitas dificuldades financeiras e adiamentos, foi inaugurado
o TEATRO IPANEMA. São mais de três décadas de paixão pelo
acontecimento cênico, o compromisso com a inteligência, a inquietação
intelectual, a sensibilidade à flor da pele, o culto da beleza, a coragem
de ousar, a determinação de ir até o fim no caminho traçado. Rubens Corrêa
e Ivan de Albuquerque criaram um espaço que definiria um estilo totalmente
pessoal de linguagem cênica, delirante, onírico, místico, ritualístico,
de uma desenfreada beleza estética. Auxiliados por Leyla Ribeiro, presença
humana decisiva, transformaram o TEATRO IPANEMA num templo cultural dos
anos 70 e 80, responsável por alguns dos maiores sucessos teatrais que
o Rio já conheceu. Foi no palco do IPANEMA, por exemplo, que o Asdrúbal
Trouxe o Trombone, de Hamilton Vaz Pereira, fez a maioria de seus espetáculos.
Foi ainda no IPANEMA que o então jovem José Wilker expandiu seu talento
de ator (“O Arquiteto e o Imperador da Assíria”) e autor (“A China é Azul”).
Palco também de “Hoje é Dia de Rock”, um marco na década de 70
e “O Beijo da Mulher Aranha”, um dos grandes sucessos dos anos 80, o Teatro
Ipanema abrigou desde montagens memoráveis como a de estréia do “O Jardim
das Cerejeiras”, até shows de rock dos anos 80, onde músicos como
Alceu Valença, Marina Lima, Ângela Rô Rô, Ed Motta, Cazuza, Joana, Marisa
Monte, Elba Ramalho, Beto Guedes, Engenheiros do Hawaí, A Cor do Som,
e muitos outros mostraram seus trabalhos. Foram inumeráveis espetáculos,
atores, autores, cantores, diretores, cenógrafos, figurinistas, prêmios,
trabalhos que influenciaram toda uma geração. O TEATRO IPANEMA ainda hoje
borbulha como um caldeirão cultural, que aquece os sonhos e enobrece a
alma. Um grande polo cultural situado no coração de Ipanema e na mente
dos cariocas.
Espetáculos encenados pela Cia do Teatro Ipanema
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